domingo, 5 de junho de 2011

Cansei dos padrões e dos preconceitos. Se pudesse, iria para a Índia nesse exato momento. Aprender a dar valor para além do material. Me sinto oprimida nessa sociedade fingida. Tenho tanto a aprender e percebo que perco meu tempo nessa jaula urbana que me foi destinada. Tenho tantas crenças e sonhos e esperanças que não cabem nesse potinho que tenho nas mãos.

Quero vida. Quero viver.
Não vivo aqui. Sou nada aqui. Não sou domesticada. Domesticável.

Não quero mais essa vida pobre e que não me satisfaz. Esses paradigmas que não mudam e essas pessoa que não falam. Não quero mais ser quem sou. Comer o que como, pensar o que penso, vestir o que visto.

O mundo é injusto e cruel.
Esse mundo.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Eu odeio muito todo esse sentimento
De que serve?

Me magoa, me exausta
Me deprime e me sufoca

Não! Eu não quero mais saber !
Eu tô cansando ...
e como estou!

Não quero vírgulas, pontos
encontros ou desencontros

Nada
Nada me satisfaz

Satisfaz muito mais do que toda essa besteira
Esse chove não molha que nunca resseca

Eu quero mais!
Muito mais do que essa superfície supérflua

Substancial e sem atrativos


A vida vale a pena
A pena vale a vida

Não, não me vale mais
Nada importa
EU já nem sei quem sou

Isso se algum dia soube
Sou uma incógnita
Lúcida e transparente
Tão transparante que viro incógnita
Pois os olhos não conseguem enxergar
A claridade dos sentimentos

NÃO! Não quero mais por um momento qualquer
Viver essa coisa fingida e oprimida
Sem vida e sem cor

Cinza, acinzentada, cinzenta

Me cubro com teu véu de rosas
Para sentir o perfume
Do doce amargo delírio da pétala

Que me exila
E exala qualquer coisa

Vindo de não sei onde

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Just give me some tenderness.
Eu sou cabeça
Eu sou coração
Eu sou sim
Eu sou não
Eu sou o que quero ser
Eu sou o que não quero ser
Eu sou angústia
Eu sou alívio
Eu sou medo
Eu sou coragem

Eu tenho que seguir
Eu tenho que ficar
Eu tenho que ser livre
Eu tenho que ser livre

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

domingo, 23 de janeiro de 2011

Engraçado como algumas coisas mudam o nosso dia.
E ... pra melhor! Um incentivo, um elogio ajudam tanto ... parecem renovar o astral.
Não pertenço à depressão.
Muito pelo contrário!
Gosto de sorrisos, de baguncia e felicidade.
That's who I'm ... you know ...

Mas a vida é dura, às vezes a fase em que estamos é difícil.
A energia tem que ser renovada.

Sou feliz por um pequeno instante e esse pequeno instante que nos dá tanto prazer e satisfaz a alma é nada mais do que a felicidade.
Que tão pequena, mas tão preciosa, faz com que minha respiração se firme e meu coração bata no compasso certo. O verdadeiro. O precioso.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Brasis - 4 Cabeça

Tem um Brasil
Que é próspero
Outro não muda
Um Brasil que investe
Outro que suga
Um de sunga
Outro de gravata
Tem um que faz amor
E tem um outro que mata

Brasil do ouro
Brasil da prata
Brasil do balacoxê
da mulata

Um Brasil que é lindo
Outro que fede
O Brasil que dá é
Iqualzinho ao que pede
Pede paz, saúde, trabalho, dinheiro
Pede pelas crianças do país inteiro

Tem um Brasil que soca
Outro que apanha
Um Brasil que saca
Outro que chuta
Perde, ganha, sobe, desce
Vai á luta bate bola
Porém não vai á escola

Brasil de bronze
Brasil de lata
É negro, é branco, é Nissei
É verde,é índio peladão
É mameluco, é cafuzo,
É confusão
Óh pindorama eu quero
O teu porto seguro
Tuas palmeiras, tuas feiras, teu café,
Tuas riquezas, praias, cachoeiras
Quero ver o teu povo de cabeça em pé