quarta-feira, 4 de maio de 2011

Eu odeio muito todo esse sentimento
De que serve?

Me magoa, me exausta
Me deprime e me sufoca

Não! Eu não quero mais saber !
Eu tô cansando ...
e como estou!

Não quero vírgulas, pontos
encontros ou desencontros

Nada
Nada me satisfaz

Satisfaz muito mais do que toda essa besteira
Esse chove não molha que nunca resseca

Eu quero mais!
Muito mais do que essa superfície supérflua

Substancial e sem atrativos


A vida vale a pena
A pena vale a vida

Não, não me vale mais
Nada importa
EU já nem sei quem sou

Isso se algum dia soube
Sou uma incógnita
Lúcida e transparente
Tão transparante que viro incógnita
Pois os olhos não conseguem enxergar
A claridade dos sentimentos

NÃO! Não quero mais por um momento qualquer
Viver essa coisa fingida e oprimida
Sem vida e sem cor

Cinza, acinzentada, cinzenta

Me cubro com teu véu de rosas
Para sentir o perfume
Do doce amargo delírio da pétala

Que me exila
E exala qualquer coisa

Vindo de não sei onde

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