domingo, 22 de agosto de 2010


Me vejo de mãos e pés atados, mas ela está dentro de mim e isso, ninguém irá arrancar.
Quantas vezes a vontade de gritar me vem, de perguntar o '' porquê '' de os seres humanos estarem completamente desumanos. Sem amor, sem bondade, sem caridade.
Não consigo me conformar com nada disso.

Com a violência, o conformismo que conforma todo mundo.
E cada um por si e ninguém por nós. Ninguém por eles.
Nas favelas e no senado, ninguém respeita nada, muito menos a Constituição.
A maioria nem sabe o que é a Constituição.

A maioria não tem regras. São impostas novas regras a todo momento.
Não existe rotina em favelas.
O menino que passa fome também não tem.
Reza para que a rotina que eu, você, todos nós que temos e não nos damos conta da maravilha que é ter casa e comida, ele quer, ele implora.

Muitos não tem condição de pensar em nada.
As drogas já tomaram conta do próprio corpo. Muitas vezes antes mesmo de ele se dar por gente, na própria barriga da mãe.

Brigo e bato na tecla da ajuda, do amor.
Do abrir os olhos e não o do fechar.
Me prendo nas verdades e não nessas mentiras que eles querem me contar.

Mentiras pra quem?
Pro povo!

Para manter todo mundo quieto e calado.
Vai! Se acostuma com essa vidinha medíocre e na linha.
Não se meta conosco ou então acabamos com você!
Esse é o discurso totalitário e patético deles, digno de um regime fechado.
Um regime onde você não se dá conta de que está sendo manipulado.
Pelas idéias deles.

Dos que te prometem um pão e isso não faz mais do que a obrigação!
Esse sistema desprezível e desigual.

Não estamos de mãos atadas!
Podemos mudar, e não precisamos de muito para isso!
Comecemos por nós, nossos costumes, o nosso 'habitus'.

Tente. Apenas tente.
Não te peço mais do que isso.
Se dê uma chance.
Ajude alguém, faça parte de um mundo melhor.

Seja esse mundo melhor.

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