Ele anda e anda e vende e alcança.
Ônibus, trem, metrô ou cavalo.
Precisa se sustentar, precisa encontrar
Uma forma de sustento, de fim de tormento
No final do mês. O senhor precisa é de
Algum freguês, para lhe ajudar.
E o menino. Ah, o menino! Ele é sagaz,
Rápido, bom de papo. Consegue tudo
Com aquele papo enrolado, furado e
Por muitas vezes realmente convincente.
O leite, o pão do pequeno irmão, o fez crescer
E amadurecer, acordar pra realidade e ver
Que essa cidade não é tão maravilhosa assim.
É ... mas também não há do que reclamar!
Halls é cinquenta, três amendoins por um real.
A lábia do rapaz não é nada, nada mal.
E lá vem a menininha mirrada e angustiada.
Com medo da falta do leite no seio da mãe
Que não tem o que comer e quando encontra
Algo, dá para seus meninos e meninos presentes.
Não tem dia fácil pro homem.
Ele não encontrou outro jeito, mas pelo
Menos esse é um jeito honesto, e é sua
Única forma de tocar a vida.
Um comentário:
aain que foda amiga !
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