Ele me seguia
enquanto a noite caia.
Com o olhar de pedinte,
de carente faminto.
Ele me seguia
e eu percebia
o quanto ele estava contente,
por ter alguém presente.
Ele me seguia
no meio da noite,
no meio do nada,
sem ter um porquê.
Ele me seguia,
me fitava com os olhos,
fiquei com remorço
daquele pobre ser.
Ele me seguia
pois não tinha nada,
queria algo e não havia
ninguém pra lhe ajudar.
Ele me seguia
com a esperança
de uma criança
que sabe o que quer.
Ele me olhava,
mas nada mais eu podia fazer.
Tive que entrar e deixá-lo
por lá, na noite.
Um comentário:
Tava lendo seus textos e... uau. o_o
São realmente bons, sério.
E eu adorei particularmente esse, parabéns mesmo, Pupa. =D
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